Empatia - Escritora B. Pellizzer

quarta-feira, 15 de julho de 2020

Empatia

 

Hoje eu quero falar com vocês sobre empatia.

Mas não se preocupem, não vou ficar aqui dando liçãozinha de moral sobre a necessidade de ser empático, sobre como você será um ser humano melhor se se colocar no lugar de outra pessoa. Nada disso.
Quero falar com vocês sobre meu... *** (namorado, parceiro, amigo colorido, corpinho gostoso que eu uso pra me dar prazer, minha vítima, P.A., enfim, preencham os *** com o nome que vocês quiserem).
O que acontece com ele é que a quarentena o deixou mei gordinho.
E, com quarentena, quero dizer: ele já está em processo de engorda desde meados de 2019; e por gordinho, quero dizer que cada coxa dele está com o diâmetro aproximado da minha cintura. Mas, para fins dessa conversa, ele ficou gordinho durante a quarentena.
Preocupado, frustrado e um tanto deprimido, ele me pediu ajuda e fiscalização pra emagrecer e, geralmente, eu só pró-fitness e aquela coisa toda, masss
É claro que tem um mas
Ele ficou muito gostoso gordinho.
Sério.
Muitoooo gos-to-soooo
É tipo carro: alguns são aerodinâmicos, outros são confortáveis.
O meu *** quer ser aerodinâmico, mas ele nasceu pra ser confortável.
Juro pra vocês que parece que até mais cheiroso ele ficou. O braço abraça mais gostoso, o ombro tem mais espaço pra minha cabeça e as coxas dele, senhor!, que coisa mais linda! Macias, roliças, pegáveis, sabem? A gente encaixa a bunda ali no vãozinho das coxas quando senta no colo, e é como estar na poltrona mais confortável do mundo. Super aprovo a versão full body dele.
Mas isso não tem nada a ver comigo. O corpo é dele, e é minha obrigação ser parceira, dar suporte e apoiar sua decisão de voltar ao peso normal e caber em suas roupas.
Claro que o inconsciente é uma vadia sem coração, então, ao mesmo tempo que eu tava toda “vamos nessa!”, “vai treinar!”, “fecha a boca!”; eu também comecei a pesar a mão no cardápio. E tinha uma parte minha que sabia disso, mas tinha uma outra parte que dizia que não, que ele tava treinando duro e precisava se alimentar bem.
Tá... isso é mentira! Eu entupia ele de doce. Sempre com aquela de: “é só hoje”, “só um não vai fazer mal”, e aquela coisa toda. E eu sei que ele é maior de idade e capaz de tomar suas decisões, mas vocês sabem como essas coisas funcionam, não sabem?
Até que hoje eu fui fechar a MINHA calça, e não consegui.
Foi como se o zíper saísse do lugar, se agigantasse e berrasse: “O jogo virou, vadia! E agora? Vai fazer o quê?”
Pois é, o jogo virou.
Acho que agora ele consegue emagrecer.
Empatia, pessoal!
Empatia.
Porque a lei do retorno é implacável.
😂😂😂😂😂😂😂
Tô rindo, mas é de nervoso.

Nenhum comentário:

Postar um comentário